quarta-feira, setembro 17, 2014

Filth

Myself as the third element
Myself as the uninvited fly, buzzing around their bodies
Listening to a complicity of feelings I wont ever belong to
Feelings I don’t even care to make part of
Myself as a servant of alien lust
Diminished to a house pet by the door, as they talk frivolities to my forgotten presence
Myself as the passive watcher of a world I once longed for
Lost in total neglect of desire
Pretending joy and welcoming arms around their intimacy
Myself as the expecting blade behind their back
Ready to pierce the pale cloak of their perishing grace
Baring the shameful and humiliating position of a mere acessory, in order to enrich my depraved fantasies, long buried inside a dark place called sanity

sábado, agosto 23, 2014

segunda-feira, agosto 04, 2014

"Love happens only once"

 
 

Existe uma certa delicadeza na perversão dos olhos que te devoram. E à essa exposição visceral de intimidade, eu alcunho arte.

The walls wisper forgotten intimacies



Com a idade, perdeu o pudor. As curvas úmidas, rosadas e proibidas, tornaram-se parte de um todo que a unia dos pés, às mãos, joelhos e cotovelos. Ela permitiu ser para si e para o mundo o que antigamente estava reservado aos olhos de seus amantes. Ouviu que "vulgarizações" a tornariam menos desejada, menos respeitada. Sentiu doer o orgulho de quem buscava independência e não sabia em quem se apoiar. Resgatou em seu próprio corpo um sentimento simples de liberdade e natureza. Não haviam extravagâncias em seus desejos, apenas a vontade de ser o que se é... um bicho. Mas mesmo bicho sentiu latejar na carne o desejo que não se limita aos instintos... Ela sente... sente tanto que, entre noites em claro procurando defender sua identidade, lembra que existe amor de baixo de toda pele que anseia. Ela lembra que em todo esse esforço, existe um grito de solidão.

Não há pra onde fugir... Tu amas... e sabes que somente no amor há razão para ser livre.

quinta-feira, maio 29, 2014

Sobre fetos e direitos da mulher

Eu venho acompanhando os post de três amigas de Facebook que estão grávidas. As três com suas inseguranças, desejos, ansiedades, felicidades. E eu sempre fico meio boba pensando que gostaria um dia de me sentir assim, mais pra frente, quando eu tiver atingido maturidade e estabilidade suficientes. Ao mesmo tempo isso trás à mente a possibilidade de acontecer, por algum motivo, no tempo que eu considere errado… Fico me perguntando se eu seria capaz de recorrer ao aborto. Ok, primeiro, vamos nos situar. Nasci em uma família católica, em teoria, e fui criada sob a “luz do espiritismo”, doutrinada de acordo com dogmas bastante rigorosos em aspectos relacionados à vida. Aborto sempre foi tratado como um ato cruel como qualquer homicídio, e durante muito tempo (talvez tempo de mais), eu levei essa ideia sem jamais questioná-la, como todo bom religioso. Quando estava no primeiro ano do ensino médio, minha professora de biologia trouxe o assunto a tona, durante o intervalo, e prontamente vomitei o meu discurso radical, e ela apenas sorriu, sem qualquer sinal de sarcasmo ou tentativa de me apadrinhar, e disse: “Quando tu fores mais velha, tu vais mudar de ideia.” Eu ri: “Jamais!” Em 2011, fiz um post no Facebook em caixa alta, dizendo algo que emulava a ideia de que “Filho não é doença que é contraída e se cura. Arque com as consequências de sua irresponsabilidade.” E inúmeras pessoas curtiram, deixando claro pra mim que aquilo era realmente o correto, de que qualquer gravidez estaria sendo coberta dentro dessa ideia miserável. Enchi-me de orgulho e mantive minha posição firme. Em 2012, tive meu primeiro contato com feministas, com as quais pude formalmente discutir a respeito de assuntos abordados por elas com freqüência, e dentre eles, o aborto. “A mulher tem direito sobre o seu corpo, apenas ela tem a voz para decidir pela maternidade, mesmo após a concepção.” A partir desse momento eu comecei a questionar… questionar… questionar. Em 2013, fui visitar meu querido Jérémie em Paris, e me espantei, tamanha a naturalidade com a qual elas tratavam o assunto. Era uma realidade completamente distante da qual vivemos aqui no Brasil. A mulher francesa TEM este poder, inclusive, em qualquer situação ou estágio da gravidez (apesar de não aconselhável em gravidez muito avançada, pois poderiam haver riscos para a mulher). Depois de ter a oportunidade de discutir e analisar duas realidades completamente distintas e discutir a respeito com pessoas de todas as classes e contextos sociais, inclusive muitas mulheres que já abortaram, eu mesma passei pelo sufoco de pensar que estava grávida (pior ainda, sem saber ao certo quem poderia ser o pai, pois na época mantinha relações com dois amigos e ambos pessoas as quais jamaaais pensaria em estabelecer qualquer tipo de responsabilidade). Felizmente foi um alarme falso que me rendeu dois meses de sufoco, até criar coragem pra fazer um teste. Senti então que tinha o feedback necessário para chegar a minha opinião pessoal… coisa que eu até então não tinha. Qual foi ela? Ambas! Não. Não é incapacidade de me definir, é simplesmente uma consequência decorrente da necessidade de levar em conta que existem milhares de realidades nesse mundo, e para se tomar partido em um assunto tão delicado, todas elas devem estar incluídas. Ok… eu vou explicar melhor. Do ponto de vista biológico, um ser humano passa a existir no momento de sua concepção, independente de que estágio de desenvolvimento em que ele esteja. Uma vez que tu tens um organismo com um código genético de um ser humano único, ele já é considerado um ser a parte. Não há dúvidas quanto a isso. Mas o que fazer com esta informação? O que considerar na hora de chamar este aglomerado de células um ser humano, propriamente dito? Talvez o sistema nervoso? Vejamos. Sabemos que ele se origina lááá no ectoderma, nas primeiras fases de desenvolvimento, um amontoado de células cria o tubo e a crista neural, que formarão respectivamente o sistema nervoso central e periférico, e assim por diante, várias estruturas primitivas vão sendo originadas. Essa diferenciação das estruturas vai até mais ou menos a sexta semana de gestação (período em que praticamente não há mobilidade alguma). Só depois que os primeiros movimentos espontâneos começam a aparecer (estes primeiros movimentos, controlados propriamente pelo sistema nervoso, constituem basicamente em uma série de reflexos, como abrir e fechar a boca, movimentos de sucção e deglutição, preensão da mão, reflexos posturais, etc). A partir da sétima semana de gestação, o feto começa a desenvolver o seu primeiro sentido (o tato). Pela décima sétima semana, toda a extensão da pele do feto já é sensível ao tato, mas os receptores de dor só amadurecem lá pela vigésima primeira, período em que a audição do feto já começa a funcionar. Somente próximo da trigésima semana que a visão, olfato e paladar se desenvolvem e já se pode “interagir” com ele através de estímulos externos. Ok, depois de uma breve aula de embriologia pela miss impaciência, pergunto o que levar em conta na hora de justificarmos argumentos contra o aborto, que superem o argumento anterior que diz que “óvulos fecundados já são consideradas pessoas” (até porque milhares de mulheres estariam “espontaneamente” matando seres humanos nos primeiros dias de gestação… muitas vezes sem nem fazerem ideia). Muitas pessoas tomam a dor como ponto importante a ser relevado, pois essa ideia cria empatia em muitas pessoas, quando o contexto está voltado a um ser minusculo e indefeso. Logo, este argumento poderia ser descartado antes da vigésima primeira semana de gestação, não é? Ou da sétima semana, se você quiser relevar o tato. Isso já daria quase dois meses de gestação para a mulher fazer sua escolha. Outro contra ponto é o fato de que nós vivemos em um mundo que propaga violência de todas as formas possíveis, inclusive, nós fazemos parte dessa violência, direta ou indiretamente, simplesmente comprando um chocolate ou uma roupa em determinada rede (slave work). Aqui cabe repetir o que falei lá em cima: para se sustentar uma posição, nós devemos largar essa mania confortável de apenas nos focarmos em um ponto só. Se existe empatia com um ser porque ele sente dor, então presume-se que esta pessoa também sentirá empatia com qualquer ser vivo que sinta dor… logo você também não esperaria ver ela se deliciando com a carne de um pobre bicho que nasceu sem nem ao menos ter o direito de lutar pelo seu destino, passando a vida confinado e depois brutalmente morto. Ok, ok. Agora, porque diabos eu desviei (por um momento, acalmem-se) o assunto de aborto para consumo de carne? Ora pois… para ilustrar os argumentos restritos a um ponto só, que consequentemente atende apenas a um propósito que não sustenta os outros inúmeros problemas que vêm antes dele e que, por lógica, jamais serão capazes de resolver o problema em sua totalidade e de maneira definitiva. Devemos considerar tudo aquilo que está ao redor influenciando aquele probleminha (ou problemão). Vale resgatar, como outro exemplo, a polêmica nos EUA, onde pessoas que eram contra aborto, ao mesmo tempo eram a favor da pena de morte e vice versa. Seguindo o barco. Sob perspectiva moral, já deixei bem claro que devemos ser bem claros quanto aos argumentos que deem ao aborto o status de “um ato de violência”. Pois qualquer decisão que coloque a vida do feto como prioridade sobre a vida da mãe, já é por si só uma forma de violência, já que é a mãe que está cedendo o seu corpo para abrigar o feto e muito provavelmente, será ela quem terá de doar grande parte de sua vida à criança que irá nascer (espera-se que seja com qualidade, não é?). E não me venham falar de mães que deixam seus filhos com empregadas para desmerecer minha posição. Eu me refiro aqui à todas as mulheres. Eu me refiro à mulher que é estuprada na rua, ou pelo próprio marido/namorado, muitas vezes em culturas que absolvem a culpa do homem em qualquer situação; à mulher que transou com um cara e teve problemas com a camisinha e é obrigada a rever toda a sua vida por um problema que não foi de sua responsabilidade; à que leva a culpa de ignorante por ter transado sem proteção alguma; e à que simplesmente não tem condições psicológicas ou materiais para ser mãe no momento. 'Tirar o poder de escolha da mulher sobre o seu próprio corpo, é um ato extremo de violência.' Agora, vamos analisar a situação sob o ponto de vista social. Quando as pessoas a favor da legalização, suportam sua posição expondo o fato de que muitas mulheres de comunidade carente têm filhos sob condições deploráveis, ou que adolescentes muito novas acabam engravidando. Buenas… eu não vejo onde construir clinicas suficientes para tornar o aborto viável para atender tantas mulheres e adolescentes com qualidade, seria uma solução prática. Nós devemos nos perguntar o porque isso acontece. A resposta está enterrada em nossa cultura, misturando séculos e séculos de machismo e sociedade patriarcal, ignorância, tabu e moralismo hipócrita quanto à sexualidade. Legalizar o aborto não vai diminuir a violência contra a mulher nem conscientizar mais as pessoas sobre a importância de um planejamento familiar de acordo com suas condições de vida nem impedir que adolescentes iniciem sua vida sexual mais cedo e com proteção. Muito antes de pensar nisso, deve-se trabalhar na educação, deve-se destruir todo esse falso moralismo e abrir a cabeça das pessoas quanto à nossa natureza, fisiologia, sexualidade, independente da idade e classe social. Deve-se destruir a sociedade patriarcal e dar voz às mulheres. Deve-se um monte de coisa concomitantemente ao assunto ‘aborto’. É certo que muitos projetos estão ativos, muita gente já está trabalhando lá fora, mas enquanto não houver uma organização que unifique todas estas investidas, nós correremos o risco de não sermos tão eficientes. Sabemos que todo o progresso é lento e é primordial que uma consciência coletiva seja instaurada. Toda solução de problemas maiores exige que trabalhemos em conjunto e não visemos apenas em nossa própria comodidade. Para não me estender mais (porque eu to atolada de coisa pra fazer, hehe), vou tentar resumir minha ideia a respeito desta perspectiva geral sobre a qual baseei minha opinião. O aborto não é nem nunca será uma solução em grande escala (como se do nada toda gravidez indesejada fosse deletada, oh please). Ele tem de ser tomado como uma medida que deve ser implantada sob certos critérios, para amenizar problemas de proporções muito mais abrangentes, inclusive a injustiça contra a mulher. Devemos ter em mente de que existem milhares de problemas sociais em toda parte do mundo que precisam ser resolvidos antes. Por hora, o aborto é tão somente uma afirmação do direito da mulher sobre o seu corpo. Construir uma lei que só atenda a casos de violência, só denota problemas maiores a serem resolvidos (machismo e a própria violência), mas ainda assim, imprescindível enquanto eles não forem completamente sanados. Sexo (heterossexual), sempre implica em risco de gravidez (não vou falar de dsts agora), e métodos contraceptivos devem ser usados indiscriminadamente, e todas as pessoas devem ter acesso primeiramente à educação de qualidade e segundo à contraceptivos gratuitos. Em uma sociedade ideal, homens e mulheres seriam tratados da mesma forma, não haveria violência e sexo seria feito sempre com segurança. As mulheres teriam acesso a saúde e saberiam sempre com antecedência de uma gravidez, e os abortos só seriam necessários em casos de gestações que colocassem a vida da mãe em risco (visando aqui o direito da mãe sobre a vida do filho se ela assim desejar), falhas dos métodos contraceptivos, sempre atendendo um período de tempo restrito para evitar sofrimento, a não ser em casos de morte ou deformações do feto (aqui já abre espaço para uma discussão mais específica, lidando com o aborto de fetos em gestação mais avançada por condições genéticas como síndrome de down, que é uma prática muito comum em países como a França). Eu, pessoalmente, como falei no início, não sou completamente a favor. Considero o aborto uma medida de emergência, pois acredito que todos somos seres que existem além das limitações e perecibilidade do corpo físico, e estamos na terra com o intuito de evoluirmos e nos ajudarmos nesta senda. Eu não considero esta uma posição religiosa de minha parte, apenas vejo este cenário como uma possibilidade que inclusive poderá ser explicada pela ciência daqui uns tempos, e é justamente por isso que eu não lido com a vida através dessa dicotomia do bem e do mal. Tudo é uma questão de ponto de vista e a unica coisa pela qual eu luto é o direito de todos termos o nosso tempo para crescermos e evoluirmos, respeitando a todos mutualmente. Aborto não é nem nunca poderá ser tratado como uma conveniência (motivo pra se cuidar menos porque “qualquer coisa tem aquilo né”), e sim como uma decisão que deverá ser muito bem pensada por parte dos “responsáveis”, logo, viável quando for optada. Sendo assim, minha luta é a título de um direito, sempre visando a mulher como prioridade, mas sem desmerecer o ser em formação. Afinal, a maternidade deve ser uma experiência maravilhosa, cheia de paz e felicidade, e para isso, nada mais justo que respeitar o tempo e o desejo da mulher para que seja plena e prazerosa, não um fardo carregado por repressão moralista do resto do mundo. Kisses from your morning star.

domingo, maio 25, 2014

I'm still screaming




Abri a pasta cheia de arquivos de word antigos e resolvi me aventurar em caminhos traçados por uma Pâmela que estava longe de se expor tão intensamente quanto a vida lhe possibilitou viver. Senti medo de perder os pedaços que se desintegraram pelo caminho, por cansaço, por falta de paciência e por praticidade, pois ninguém tem estômago de aço pra aguentar os dramas da adolescência over and over again. Cheios de entrega e do sofrimento imaturo de corações que projetaram demais o amor por falta de experiência. Esse despertar de consciência além do drama default teve seu preço pago com a perda da espontaneidade e do sentido por tempo indeterminado. Tive que dar um passo de cada vez pra longe daquilo que me fez ser ‘eu’ por excelência, e reaprendi a manter a cabeça erguida sem que o orgulho falasse mais alto. Levou um tempinho filho da puta pra restabelecer minhas prioridades e forçar o fim do capitulo, sem que a nostalgia me puxasse de volta pelo mesmo medo que senti hoje. Pensei que nada fosse mais ter importância e passaria a viver como simples negação da morte. Até o dia em que dei outro passo pra fora do senso comum:

"Estarmos vivos e sermos capazes de sentirmos as coisa da maneira que sentimos, de darmos valores tão pessoais para nossas experiências, de forma que cada um se constrói como um universo particular, é todo motivo necessário para se estar aqui. A riqueza está no ponto de vista e no poder que temos de burlar a realidade com emoções e não apenas lógica. Certos que isso pode nos tornar vulneráveis até certo ponto, mas incrivelmente únicos e fascinantes. Meu amor já não se restringe a indivíduos específicos, está no conjunto, na gana de querer absorver um pouco de cada universo e ampliar meu próprio horizonte através da assimilação desses valores pessoais. Não existe superação sem troca, e a liberdade é uma simples questão de consciência e equilíbrio, não um atestado de independência e negação dos outros e da própria condição humana."

Talvez tenha sido difícil voltar a escrever com a mesma propriedade de antes, pois me custou acordar do coma emocional e do racionalismo extremo… Insisti por tanto tempo na ideia de que a vida só teria valor se esta seguisse uma linha pre estabelecida e as expectativas quanto ao amor romântico e grandioso, emulando aquelas incontáveis linhas cheias de lamúrias e desejo na minha frente, que mesmo restringindo meu universo às leis de outro, ao invés de integrá-lo e ampliá-lo para novas possibilidades, resolvi me proteger esse tempo todo. A luzinha acendeu. Deixei por fim meus arquivos antigos e declarei paz eterna com as Pâmelas que passaram. Não mais a “puta de um homem só” (nem de dois ou três), nem a guria que aspirava o porte de bitch independente cheia de sex apeal, nem nada em busca de auto afirmação ou belonging… Eu me aceito este recipiente vazio à espera de tudo e todos capazes de me preencher de vida (sem restrições idealistas no estilo “só vale a pena se for 8 ou 80”), enquanto meu subconsciente se encarrega naturalmente de moldar as estrelas e galáxias que me habitarão no futuro (ou de aniquilar aquelas sem combustível pra continuarem brilhando)… acho que já deu pra entender a metáfora, né?

Não tenho mais medo de apenas ser.

segunda-feira, março 31, 2014

Stay away from the sanctity of my dreams

The feeling between happynes and frustration you experience in the morning after having the most beautiful, passionate and adventurous dream in months, but with the wrong person.

ps: Gosh, I didn't realize how long my hair was! No scissor for another couple of years. <3>

quinta-feira, março 27, 2014

No one's kind of woman


Do posto de gasolina, voltou pra casa com a quinta garrafa de cerveja na mão, uma carteira cafona de vogue no bolso e uma pedra na garganta, perguntando quando é que tinha se tornado tão sozinha. Quando tantas voltas pra casa foram feitas sem alguém pra dividir os goles entre conversas existencialistas, quantos filmes foram assistidos sem uma mão em sua perna, quantas carteiras de cigarro, quantas noites de festa, quantas bolhas nos pés os saltos lhe fizeram sem que uma pessoa notasse seu desconforto ou beijasse a dor embora no final da noite? E o choro engolido e todas as reações fisiológicas que estavam fora de seu alcance controlar? Odiava este sentimento de derrota em relação a tudo que aprendera a abominar, mas parecia que estava cedendo novamente às más influências e à insensatez do romantismo. Não havia graça no simplismo das emoções, mesmo sob tantas doenças emergentes que atingem a “alma”. Sentiu-se derrotada e obrigada a erguer uma bandeira de paz. “Ajuda... preciso de ajuda.”
Submersa no escuro de uma estrada fora de rota, protegida contra medos e desejos negligenciados. Aquela criatura embaçada com a cabeça arqueada para dentro do peito sou eu, ou enfim o que sobrou de mim em anos de vicissitudes e experiências impulsivas. Não foram as voltas nos brinquedos de parques itinerantes, rangentes e enferrujados, nem as doses extra de tekila e vodka... Foram os mergulhos insistentes na vida dos outros, em busca de algo que fizesse sentido. Os joelhos esfolados, o orçamento apertado, a dispensabilidade das justificativas. O prazer.
Queria rezar para que minha consciência vencesse a guerra e tragasse consigo tudo que me torna humana, inclusive a si mesma. Sinto que estou obliterando, sequer a lembrança dos dias mais bonitos e felizes da minha vida parecem me tocar muito hoje em dia. Mas não posso negar que sinto falta de sentir, não sei mais o que fazer enquanto me equilibro sobre esta fina linha paradoxal, enquanto todos que conheci estão se distanciando de mim, apaixonando-se, tendo filhos e vivendo relacionamentos fervorosos como se não soubessem ou não se importassem com o fato de que dois terços deles vão acabar nos próximos cinco anos (make it three).
Eu adoraria encontrar meu tipo de pessoa, mas estou sem palavras a serem oferecidas. Presa nesta realidade, meu ultimo desejo era que alguém fosse capaz de olhar pra dentro de mim e se interessasse pelo que vê. Sem expectativas, nem toda a banalidade do resto do mundo... apenas uma coisa nova que ninguém pudesse ou quisesse entender.

terça-feira, março 25, 2014

Aliens and the uncanny valley


When I was young, I was not only facinated by the idea of extraterrestrial life, but also completely terrified by it. I mean... I feared the possibility of beeing abducted, but since I knew only a few races of aliens (like greys and some reptoid aliens) would abduct people against their will and perform invasive tests and such, I realized I was also afraid of meeting any extraterrestrial at all (even an arcturian)! And I could not understand this irracional fear that was fed by the simple conception of a humanoid beeing with unlikely body ratio and facial features. It was simply out of my range of comprehention, and it even souded a bit preconceptual nonetheless sincere.
About a couple of years ago, I came across a study called "Uncanny Valley", that would precisely talk about the reasons why we tend to repudiate and even fear things. Reading it made me laugh about my early fear and defenetly made me reassured about myself and my nature.

If you want to know more about Uncanny Valley, watch the video above, or just click >HERE< and read the related Wikipedia page.

segunda-feira, março 24, 2014

A corrompida cultura das primaveras e o peso dos 26 anos


Ontem resolvi de ultima hora acompanhar minha irmã em um de seus cortejos noturnos. Tudo porque eu achava que, como todos os anos, deveria fazer algo no meu aniversário. Com esta ideia introjetada em minha cabecinha de porongo, e com minha razão fazendo vista grossa para o rigor de minhas decisões, fomos direto à cervejaria Rio Pretana assistir o show do 'Centro da Terra' e depois dar um pulo no Two Tones, receber parabéns de pessoas com as quais não tenho intimidade nenhuma e ser obrigada a sorrir na medida do possível. Pra tornar a noite mais agitada, partimos para a casa Kenty, beber e fingir emoções inexistentes, num ato desesperado em busca de sentido dentro de alguma pessoa ou algum evento. Mas nada. Foi previsível and painfully humiliating. Quando voltei pra casa, senti o corpo morrer um pouco. Uma angustia tomou conta de mim de forma que nem a hora de baixo do chuveiro me fez sentir melhor... pensava apenas no amanha e nas ligações que eu teria de evitar (e felizmente não existiram). Fora a família que já não faz mais muita questão de tentar me agradar, apenas meu querido e único amigo lembrou deste dia, sem ajuda de lembretes dados automaticamente, com as palavras certas, deixando claro que realmente me conhece e merece o posto de confiança que possuí.
Agora que o dia finalmente acabou, senti-me inspirada a vir aqui e dizer que estou cansada de tentar me adaptar à certos hábitos culturais que banalizam nossas vidas e reduzem nossas experiências à constantes expectativas vazias e padronização de comportamento, sem a mínima necessidade de questionamento "whatsoever". Poxa... Aniversários são momentos extremamente tensos e movimentados em nosso plano astral. São épocas de transição, que deveriam ser reservadas para retiro mental/espiritual em busca de auto conhecimento. O dia do aniversário deveria ser um dia onde uma pessoa pudesse se guardar para si, repor energias, restabelecer  paz e conquistar sabedoria para mais um ciclo de realizações em sua vida.
Quando é que aniversários se tornaram esta busca desesperada por reconhecimento alheio, uma justificativa para exageros e comportamentos fora do normal? Quem merece reconhecimento no dia do nosso aniversário, mais do que ninguém, são os nossos pais, ou tutores, ou qualquer pessoa que dedicou parte de sua vida a nos criar! E presentes? Que sejam edificantes e estejam relacionados a esta ideia de transição e crescimento íntimo.

Para os aniversários por vir, desejem-me força e sabedoria, e livros, se possível for, muitos livros.

domingo, março 23, 2014

One last crooked love

(He started complaining so I had to let him down. He hates unecessary affection, just like me.)

quarta-feira, setembro 18, 2013

sábado, setembro 07, 2013

Good bye is a good start.



Fúria antecipava a inevitável queda. Medo de admitir a própria insignificância. Ansiedade. Taquicardia. Falta de ar. FUGA! Pulsando na ponta dos dedos estava a impotência. Tudo me acompanhava em uma constante nuvem de fumaça, consumindo-me densamente. Uma ameaça: proclamando a decadência da carne. A mesma luz azul invadia minhas lembranças involuntariamente. Eu era um ralo entupido jorrando esgoto pra fora de mim. No chão do banheiro eu destilava minhas fraquezas em busca de razão. Recompensa, sexo, estímulo, sobrevivência... carne negando a soberania do idealismo romântico de toda a humanidade. A velha armadilha me abocanhou da mesma forma. Joguei a lâmina no lixo e tentei me erguer pra tomar um banho.
Naquela noite eu descobri que tinha poder sobre minha própria vida. Meu coração ficou vazio... minhas preocupações ficaram vazias. Eu não devia nada a ninguém.

Não posso dizer  que nessa noite a vida virou do avesso, mas foi definitiva.


Fim do capítulo.
Novo capítulo.

During a damn long time, permaneci presa ao passado (clássico!), procurando alimentar meu vício por melancolia e intensidade (o poder da subjetividade). Experiências humanamente erradas com potencial para poesia... Eu me confortava com a ideia de que estava vivendo tudo muito forte, sem muito controle, sem nenhuma certeza. Eu me confortava pois enquanto evitasse convenções sociais, rotina, planos de carreira respeitável e qualquer coisa que me levasse para a estabilidade subordinada, eu estaria vivendo mais (a velha busca pelo ideal fight club de ser *vômito*). Experiencias tornaram-se desde cedo o maior tesouro a ser conquistado, e perder o controle era uma sensação bem vinda (enquanto houvesse alguém no mesmo barco pra me amparar, é claro). E felizmente houve este alguém capaz de proporcionar uma carga massiva de tudo aquilo que eu procurava. E foi maravilhoso, foi tudo que eu atestei, durante muitos anos, neste mesmo blog. Mas com o tempo já não havia mais espaço para novos questionamentos, novas sensações. Tudo parecia ter sido feito, insistido, vivido e revivido. The drug effect had worn off, and the source seemed empty as well. And I was doomed for not wanting it.

Com a distância, aprendi o que era sentir abstinência. De volta ao amparo da família, eu tive tempo suficiente para me aborrecer e passar a olhar pra dentro, a reconhecer aquilo que regia meus sentimentos e minhas ações durante tanto tempo. O horror! Insegurança coberta por uma crosta de narcisismo. Falsa indulgência em busca de aprovação. Imposição, necessidade de aprovação. "A mulher ideal que qualquer homem gostaria de ter."
"Ter."
Sexista e manipuladora. Cega. Taxada, rebaixada, enganada, humilhada, tragada pela incapacidade de conceber uma realidade em que eu me encontrava no nível de mulher objeto, admirada superficialmente por algumas mulheres, detestada por outras (mostly feminists haha), quista pelos homens por ser convenientemente orgulhosa e ingenua para manter-se submissa, isolada e disposta a concorrer com outras mulheres, mantendo-se magra, bela e completamente tolerante a mentalidade machista.

O caos.

Eu era aquilo. Eu fui obrigada a engolir aquilo... muitos "aquilos" pejorativos. A "fodona" da Martini não passava da pobre coitada mulher de um cara que na real, ninguém dava muita bola. Mas eu achava que davam, e o pior é que eu dava importância pra isso! Dois imbecis alimentando as fantasias um do outro! Um cara mais tarde tratado indiferentemente como um "pau quentinho pra foder quando tava afim", "um tosco", "o que foi estiloso, mas que ta o ó", "alguém por quem nem vale se estressar", "o que nunca mudou nem vai mudar", por gente que ele me fez pensar serem adoradoras de sua pessoa, que varavam a noite conversando com o dito cujo. NINGUÉM tinha uma opinião mais profunda sobre ele. Talvez nem por mim. Não os culparia. Mas não sabia mais o que sentir. Estava desamparada, sem saber o que fazer com tantos sentimentos que ecoavam em mim por alguém aparentemente visto como um pires social. Precisava acordar. Abstinência! Raiva! Fúria! Eu não estava no centro do mundo... nem da porra da minha própria vida nem da de ninguém.

Caí no limbo da minha consciência dormente e, dia após dia, lutei para me manter viva. Achei que seria simples como contradizer aqueles que não concordassem com meu estilo de vida - como boa rebeldezinha, até notar que era eu quem tinha medo de mudar. É sempre mais comodo bater de frente sem muita responsabilidade e manter-se estagnado em uma ideia de mundo concebida tão somente por nossas próprias experiências.

Cheguei ao ponto em que meus "conhecimentos" já não eram mais suficientes para me amparar... O limite... obrigando-me a admitir minhas limitações, minha insignificância. Admitir que um dia eu vou cair, que minha carne vai envelhecer, que minha beleza física é apenas uma conveniência social para encurtar o caminho entre uma pessoa e eu - ostentando um biótipo facilmente interpretado como "belo"... óbvio de mais, fácil de mais... uma tática repugnantemente medíocre quando se está ciente das consequências de alimentar "valores" tão efêmeros quanto os da aparência fresca da juventude. Aprender a me sentir bela sem pudor, sem neuroses, sem culpa, sem padrões, sem segundas intenções. O limite me ensinou que eu tenho controle sobre minha própria vida. Que eu posso ser livre e que eu não devo nada pra ninguém. Me ensinou à força que eu tenho muito que aprender com as outras pessoas, e que todas elas são belas, maravilhosas... estupidamente merecedoras de minha atenção e interesse (uihmm).

A eminência de uma lâmina contra meu pescoço ironicamente trouxe a tona a consciência de que eu ainda tinha controle sobre minhas escolhas, e que eu poderia escolher se tudo que eu já tinha vivido era o suficiente, ou se eu gostaria de viver mais, muito mais... sem as velhas concepções sobre como relacionamentos devem ser ou como uma "mulher ideal" deve se portar, sem medo, sem hipocrisia... viver para expandir minha consciência, minha capacidade de auto análise e compreensão do comportamento humano em todo seu espectro de possibilidades.

Um possível fim, tão pequeno, tão insignificante, de baixo da mesma luz azul que iluminava o banheiro daquele apartamento, me fez querer mais do que eu vivi, me fez querer abandonar toda e qualquer possibilidade de interferência significativa que o passado poderia ter na minha vida. Por isso resolvi dar um fim a este blog... e parar de retornar a um passado que já não compete mais com minhas expectativas.

Eu não sou a Pâmela de Poa City Blues. Mas pelo que tentei ser por pura imaturidade e insegurança, peço mil desculpas. Pelo que sou, peço um pouco mais de paciência.

Adieu all of you, swet ghosts of the past. You're somehow imortalized by my words, and will remain loved as long as I live. (No "bye bye tristeza" for me)

domingo, julho 28, 2013

Partiu... meia hora de sono antes de viajar.

quarta-feira, julho 24, 2013

terça-feira, julho 23, 2013

Three Imaginary Boys

Ontem eu decidi. Encarei outra viagem a Paris e novas possibilidades em São Paulo. Larguei Grécia, Milão, Beijing, e a dieta pro-ana. À noite sonhei com todas as personalidades mais influentes do meu passado não-tão-distante. Foi uma despedida formal frente o desenlace definitivo da "juventude". Sem pena, rancor, magoa, questionamentos, saudades, sonhos. Aquela fase vinte e poucos anos pós adolescência, onde somente brincamos de sermos adultos, sem jogar muita responsabilidade sobre as costas. Não digo que não sou jovem, mas agora as leves marcas no rosto trazem o charme da maturidade... encurtando a distância entre eu e meus companheiros, que beiram os 35, 40 anos. Assumi um corpo levemente curvilíneo e mais feminino, não de uma pirralha de 16 anos. Considerei as promessas de confidência e reciprocidade, os amores novos que determinarão o alçar deste voo. O clima, o cheiro, a textura... tudo se difere daquele passado intenso porém imaturo. Instaura-se um nível de consciência absurdo, capaz de me preencher de paz e certeza, independente do quão graves sejam os problemas... são todos passageiros, todos cíclicos. Assim como as fases da lua... e a vida das borboletas.

Às flores de primaveras passadas: obrigada por tudo.

Nova usuária de cocas

Ahhh... wooofff.... Ok... Heavens to Betsy, what a rather exquisite experience!

Love should form shapes, not lines

Ok: fuck! Como poderia saber o que fazer em uma hora dessas? Depois que tudo é "reduzido" a processos microscópicos que reverberam a carne e emanam energia em prol de nossos instintos mais básicos... você pode escolher entre lutar pelo melhor de um nada, pintado com arabescos românticos de negação, ou entregar-se à certeza definitiva de uma lâmina, no chão do seu banheiro, sem glamour algum. Pensava que a dúvida era minha maior motivação para viver, até descobrir que elas podem vir de duas possibilidades complementares. Entrei em pane.
Ele chegou quando já não haviam mais laços entre eu e o passado. Ele não era o cara mais bonito do mundo, mas tinha seu charme facilmente reconhecido, e tudo que se permitia extravasar, além dos discursos prontos, tinha um gosto especifico e agradável. Consenti uma certa frequência de pensamentos, ainda muito básica, quase retórica - estratégia batida. Uma tentativa mal sucedida de proteger aquilo que me fosse mais caro. Mas fui sugada por uma urgência de reciprocidade da parte dele. Lancei-me em um breve esquecimento das coisas, uma busca por novas referências. Abstração dos sentidos. Leviandade. Ruflando em minha pele o desejo por novas experiências... agregar significado ao nada.
E consegui... ou ele conseguiu. Não me interessa a ordem e sim o resultado. Sucedeu-se a tragédia. Eu como epicentro, desregulando o eixo de vidas mais sólidas que a minha... Sem vitimizações... Eu mereço levar a culpa por escolher jogar com minhas próprias regras. E nada mais justo que pagar o prejuízo com um pouco de tempo e uma rota reciclada.
O sentimento timidamente dosado se dissolveu. Percebi que apesar de toda a reviravolta, a solução quase não foi alterada. Ainda havia a Pâmela de três semanas atrás, contando os dias para aquela outra aventura. Aqueles outros braços... aquela outra pele. Alguém que tinha acesso a tudo que de mais perverso havia dentro de mim... um elemento complementar... capaz de quebrar-me as pernas toda vez que eu pensasse em fugir, não como um carrasco, mas como uma extensão de consciência. A outra aventura é quem eu escolhi amar por incapacidade de fazer diferente.
(From Jérémie's exclusive animation - grrrr)
Sim. Mas apesar de haver a Pâmela dele, não tinha como simplesmente negligenciar aquela pequena transformação que estimulou o surgimento de uma nova Pâmela. Não houve tempo o suficiente para alimentar suas necessidades devidamente... e ela anseia por atenção. Está cheia de desejos... se deixar ela morrer, corta-se a linha que resgata certezas latentes dentro de mim... E pela primeira vez em muitos anos, eu redescubro a fonte criativa que retroalimenta minha veia artística.
Por que preciso me sentir mal?
*E s c o l h a*
A impossibilidade de escolher entre dois pontos que divergem em uma única linha, por puro egoismo, impedindo que eu os dobre para criar uma forma original de área inexplorada. Cansei dessa constante dicotomia. Forçar escolhas onde aparentemente não há duvidas me faz desejar a "única certeza" ainda mais. Não é possível que um valor concebido pelo homem, tão abrangente como o amor, seja impossibilitado de irradiar para competir com as conveniências pessoais de cada um... minhas próprias... Ok... há um furo a ser tapado dentro de tudo isso, e talvez minhas certezas sejam falaciosas. No final das contas, a dúvida retorna pra dentro de mim. Que post inútil...

segunda-feira, julho 15, 2013

Solve et coagula

Homens, sexo, problemas, futuro, profissão, parafilias, dominação, dilema, dieta, modelo, artes, quadrinhos, amor, passado, futuro, desejo, indecisão, tempo, dinheiro, trabalho, viagem, mudança, razão, distúrbios, destinos, compensação, manipulação, concentração, família, separação, vida... Sinto a necessidade de ruptura para um renascer definitivo. Determinante. 

quinta-feira, julho 11, 2013

Resgatei amor em uma página esquecida

"Perecerei total e solenemente diante de sua posição irreversível. Exaustivamente sua, sinceramente sua. Desde sempre sua."

2011

terça-feira, julho 09, 2013

O mundo conspira a meu favor, mas segue com suas linhas tortas. Na falta de preocupações maiores, eu danço... e me entrego aos braços acolhedores dos vícios.

segunda-feira, julho 08, 2013

Morning doodling

Resgate de umas linhas familiares.
Isso era pra ser eu, mas meu alter ego masculino se meteu no meio.

Preciso de novas musas... u.u

sexta-feira, junho 28, 2013

Hauted

Ooook, I must confess I was so completely crazy waiting for this video, that I expected a little too much from it. Eventough the song is fucking awesome, the visual content looks more like a video art inspired by Lynch than a Lynch itself, haha (how pretencious now that sounds?).
But who am I to tell that? I would lick the spit of these two guys out of the fucking floor!

I loved it after all <3 p="">
Simplesmente... o cara da tabacaria do shopping - aparentemente muito íntimo meu - já chegou no maior estilo tio de feira: "que vai ser hoje 'tchê'?" "Cigarro de gostinho bem bicha.... "tchê"."
Aí ele me oferece uma caixinha dessas - é novo.
Porque não? Há mais de ano não fumo um Gudang.
MAS ERA DE FUCKING BANANA CLOVER FLAVOUR!!!

CHOREM!

No wonder I started smoking because of this shit.

I miss your feverish forhead

Preciso me apaixonar... preciso ceder... preciso voltar a escrever.
C o m p u l s i v a m e n t e.
Sentir a vida marcar minhas palavras como um amante perverso.
Despir-me dos outros para expor o que realmente sou.
Assumir-me erro, em busca de alguém igual a mim.
Firme sobre os pés, dia após dia, tombo após tombo...
E provar que os loucos sobrevivem.

terça-feira, junho 25, 2013

O céu é a minha utopia

Quando você passa a ter uma vaga ideia do quão insignificante é sua vida e todo este complexo de relações conturbadas, baseado em necessidades enfadonhas e egoístas dentro de um sistema que estimula a constante tensão e concorrência entre os seres humanos, e dificulta a união em busca de um objetivo mútuo de evolução como espécie para romper as barreiras dos próprios limites físicos e intelectuais, dentro de um contexto universal... você pensa que há sim uma certa razão em se dar o liberdade de enlouquecer de vez em quando.

Nós temos somente esta vida... e nossas possibilidades estão contidas neste pequenino ponto chamado terra. Como se não fosse o bastante, não podemos sequer desfruta-lo em todo seu potencial, pois tudo tem um preço e devemos obedecer a ilusão de propriedade que os mais ricos e poderosos possuem sobre os mais pobres e humildes. Estamos na realidade, presos a nossa condição financeira e a nossa sorte.

E enquanto não houver revolução, sempre nos restará o céu e um pouco de imaginação. (aihm, rimou tão cafonaa <3>

segunda-feira, junho 24, 2013

Old sketch from the character that would become Kim


Soon you'll be aware of who this guy really is.
<3 br="">

segunda-feira, maio 27, 2013

domingo, maio 26, 2013

domingo, maio 19, 2013

sexta-feira, abril 19, 2013

segunda-feira, abril 15, 2013

Tits and acid trips

So Fred shown a music video that had everything to be another hipster sensation... everything but beeing bad or forced. Onm the contrary, it was able to recreate the same old mood with a lot of property and originality. Now I'm completely in love with this young weird talented boy (gaah, i'm older than him for sake) and listening to all sort of 60's boy bands possible. My mood couldn't be more drowned in love and flower fields than now. Possibly the best oportunity to give it a sparkle to my extinguished fire again, since nobody in this  doomed city is able to do so. I explore my own body as a young teenager again.
By the way, Jérémie told me he just read an article about a research that took time along 15 years, while analising several women, showing that wearing bras can actually cause the atrophy of the ligaments that keep your breasts perky, making them fall even before time. I'm really not sure about it, since it's a very relative issue, but since I've always been really carefull with it, I decided to give it a shot (ok, maybe I wont)... at least they can still beat any 18 years old boobs easily, wearing proper bras... yeaaah, ok, they are nothing exceptional, but I was never made to look like a hot voluptuous groupie anyway. I'm an assumed magrela.

Luckily the size of my girly tits was never a problem to attract males, but I'm afraid that, according to an article I just read, it doesn't work so well with them, since the size of the package end up to matter after all  - more as an instinctive choice based on our old criterias of selection, than all those subjective values related to fellings and intelect overcoming the phisical features. These are all later introjected values, since strengh and good health is not an indicator of better "survival skills" in our current world anymore. So women tend to give more attention to subjective features regarding personality and to intelectual capability, as a more likely way of findind stability in a male, than anything else.
Yep... and you unpractical people still wonder about "love", overvaluating romantic fellings and reading depressive and nihilistic poets and writers. Ts ts ts.

But I think I already talked way too much about love in this blog along years - and you all know how practical I try to be with it.